A preocupação com a relação grafemático-fonética em textos quinhentistas tem levado à análise da scripta desses textos, na tentativa de encontrar dados descritivos dos fatos de língua. Tal relação se prende estritamente à relação fala/escrita, na perspectiva de que os documentos escritos trazem indícios da fala do scriptor. Nessa diração, buscou-se encontrar elementos descritivos no único tratado medieval que traz consideraçãoes sobre a língua dos trovadores galego-portugueses, corroborando os fatos com a descrição dos gramáticos quinhentistas, em especial Fernão de Oliveira. Como eram os encontros vocálicos interpretados na Arte de Trovar? Aí encontram-se recomendações como a utilização de "vogal depois de vogal, se as vogais são de senhas naturas", exemplificando ao, eo, lembrando "duas consoanças a cada uma destas vogais". Dos gramáticos quinhentistas, Fernão de Oliveira assinala serem i e u "mais ou menos consoantes", considerando-as "pequenas" quando se acham no encontro vocálico como em memorea, hostea, necessareo, argoyr, continoar. Pretende-se mostrar, a partir de um texto quinhentista não literário, quais os ditongos crescentes e decrescentes, orais e nasais, documentados na língua portuguesa quinhentista.
Palabras clave: relação grafemático-fonética, fala/escrita, ditongos, Arte de trovar, Fernão de Oliveira
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AS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NO PORTUGUÊS DO BRASIL
0605
Este trabalho apresenta aspectos do comportamento das vogais médias em posição pretônica, em formas como escola, espigaperdida, procurando verificar qual a relevância dos fatores geolingüísticos e sociolingüísticos para as suas diversas realizações fônicas. Para isso, utiliza-se de corpus constituído com base nos dados do Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (Projeto ALiB), projeto de âmbito nacional, que objetiva realizar um atlas lingüístico do Brasil, no tocante à língua portuguesa, considerando, desse modo, as variações diatópica, diastrática, diagenérica e diageracional, nos níveis fônico, semântico-lexical e morfossintático. Do ponto de vista teórico, este estudo orienta-se pelos princípios da Geolingüística Pluridimensional e da Sociolingüística Variacionista. Os dados coletados serão submetidos ao pacote de Programas VARBRUL com vistas à produção de resultados estatísticos, permitindo, assim, identificar as probabilidades de ocorrência das variantes encontradas. Seguindo a metodologia estabelecida pelo Projeto ALiB, o corpus desta pesquisa é constituído a partir das respostas de informantes pertencentes a ambos os sexos, distribuídos por duas faixas etárias — faixa I, de 18 a 30 anos, e faixa II, de 50 a 65 anos— e por dois níveis de escolaridade — fundamental e universitário. Foram selecionadas, para análise, dezesseis entrevistas das capitais de estado — Aracaju (Sergipe) e Salvador (Bahia) —, ou seja, oito inquéritos por localidade. Sobre a história dos estudos sobre as vogais médias pretônicas, vale ressaltar que a relevância da observação sobre as mesmas já foi sentida pelo dialectólogo Antenor Nascentes que depois de ter percorrido todo o território nacional, procedeu a uma divisão dialetal do Brasil, tomando por base dois elementos distintivos, um dos quais é a própria realização destas vogais. No que concerne a esta divisão dialetal, Aracaju e Salvador situam-se na área dos “falares baianos”. Com a seleção estabelecida a partir dos dados do Projeto ALiB pretende-se, ao lado da descrição da área, identificar limites dialetais.
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LA RELEVANCIA DEL ETIQUETADO DE LAS UNIDADES FRASEOLÓGICAS DE LOS TEXTOS ORALES
0672
Con esta ponencia se pretende verificar (o falsar) la pertinencia de un etiquetado fraseológico para la trascripción de textos orales. Creemos que la pertenencia de una palabra a una construcción fraseológica (esto es, pluriverbal, formalmente fija e idiomática) puede ser una variable digna de tener en cuenta a la hora de considerar fenómenos fonéticos tales como el debilitamiento o pérdida de sonidos. Nos vamos a centrar, particularmente, en el estudio del comportamiento de la /d/ intervocálica en el español meridional, en segmentos tales como sobre todo, y todo, cada vez, nada más. Esta investigación se enmarca en el proyecto más amplio de estudio sociolingüístico de la /d/ intervocálica que están acometiendo diversos equipos españoles integrados en el Proyecto de Estudio Sociolingüístico del Español de España y de América (PRESEEA)
Palabras clave: fraseología, sociolingüística, fonética, corpus orales, PRESEEA
09:30 a 10:30 S2 - Trabajos Libres
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O QUE PODI OU PODJI ESTA LÍNGUA: AS CONSOANTES OCLUSIVAS / t, d / DIANTE DA VOGAL ALTA / i / EM DADOS DO PROJETO ATLAS LINGÜÍSTICO DO BRASIL
0033
Este trabalho propõe-se a apresentar a análise de um dos fatos fônicos que caracterizam o português brasileiro — a palatalização das consoantes oclusivas dento-alveolares /t, d/ diante da vogal alta /i/, em vocábulos como noite e dia, respectivamente. Esse é um fator saliente porque distingue áreas lingüísticas no Brasil. Do ponto de vista teórico, fundamenta-se nos princípios da Geolingüística Pluridimensional contemporânea e da Sociolingüística Laboviana. Quanto à metodologia, utilizou-se o corpus do Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (ALiB), projeto de extensão nacional que visa a observar e descrever a realidade lingüística do Brasil, referente à língua portuguesa. Os dados estudados se referem a algumas capitais da região Nordeste do país — Salvador, Recife, Maceió, Aracaju, Teresina, João Pessoa, Natal e Fortaleza — e tiveram como informantes homens e mulheres, com escolaridade fundamental incompleto e universitário, e pertencentes a duas faixas etárias, faixa I (18 a 30 anos) e faixa II (50 a 65 anos), sendo oito inquéritos em cada capital. Para esta análise, após a audição, transcrição fonética e codificação, os dados foram submetidos ao pacote de Programas VARBRUL, com o objetivo de se obterem resultados estatísticos que mostrem os principais fatores influenciadores da variação estudada. Os resultados indicaram que as variantes palatalizadas se apresentam de maneira diversa nessa região: em algumas cidades, a mudança já se completou ou está prestes a se completar — Salvador e Teresina, respectivamente. Em outras, como, por exemplo, Aracaju, a mudança é incipiente, observando-se a predominância das palatais na fala dos informantes mais jovens. Do ponto de vista estritamente lingüístico, destacam-se, como fatores favorecedores, o não vozeamento da consoante, como em tia, mentira, e a presença da vogal palatal alta /i/ na sílaba anterior, como em conjuntivite e liquidificador.
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CONSERVADORISMO E MUDANÇA: O /S/ EM CODA SILÁBICA NO NORDESTE, A PARTIR DOS INQUÉRITOS DO PROJETO ATLAS LINGÜÍSTICO DO BRASIL (ALiB).
0088
A variação fonética do /S/ em coda silábica tem se mostrado um dos fatos fônicos que caracteriza a divisão dialetal do Português do Brasil, assim como permite a observação de mudanças, levando em conta as informações do tempo aparente. A presente pesquisa estuda a consoante constritiva /S/ em coda silábica, analisando suas diferentes realizações fônicas, a partir de inquéritos do Projeto Atlas Lingüístico do Brasil e visa a observar a distribuição geográfica e diageracional das variantes africadas e alveolares, em posição diante de consoante e diante de pausa. Fundamenta-se na Geolingüística Pluridimensional e na Sociolingüística Laboviana. O corpus foi constituído a partir da análise das respostas dos informantes aos questionários fonético-fonológico e semântico-lexical, transcritas foneticamente, codificadas e submetidas ao pacote de Programas VARBRUL, com o intuito de se analisarem estatisticamente os principais fatores que se comportam como influenciadores da variação estudada. Foram escolhidas sete capitais do Nordeste brasileiro – Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Natal, Recife e Salvador – num total de quarenta e oito inquéritos, oito pertencentes a cada localidade. Os informantes estão estratificados em duas faixas etárias (faixa I - 18-30 anos e faixa II - 50-65 anos), dois graus de escolaridade (fundamental incompleto e universitário) e são de ambos os sexos (masculino e feminino), conforme a metodologia do Projeto ALiB – projeto de âmbito nacional que visa a descrever a realidade lingüística do português do Brasil. Os resultados apontam que, no que se refere à variação diatópica, cidades como Salvador e Recife se diferenciam das demais por preferirem a palatalização. Quanto à variação diageracional, é possível observar indícios de mudança em algumas localidades, como Salvador e Maceió. Do ponto de vista lingüístico, as consoantes surdas oclusiva dento – alveolar, [t], e africada, [tS], em contexto subseqüente, favoreceram fortemente a palatalização.
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EL ATLAS MULTIMEDIA DE PROSODIA DEL ESPAÑOL DE BOLIVIA. PRIMEROS RESULTADOS
0193
La presente ponencia pretende dar un paso más en la descripción del español, acercándose a una nueva línea de investigación que ya está empezando a dar sus frutos, la prosodia. En este sentido, el objetivo fundamental de este trabajo es ofrecer a la comunidad científica los primeros resultados obtenidos en el estudio de las peculiaridades entonativas del español de Bolivia. Así pues, utilizando la metodología del proyecto internacional AMPER (Atlas Multimedia de Prosodia del Espacio Románico), donde queda insertado nuestro proyecto, se realiza la descripción de la estructura prosódica de los enunciados asertivos e interrogativos absolutos del español de Santa Cruz, a través del análisis acústico de 36 muestras de habla digitalizadas correspondientes a dos informantes bolivianas de entre 25 y 50 años sin estudios superiores oriundas de dicho lugar. Para ello se estudian y comparan las curvas correspondientes a la evolución de la frecuencia fundamental y se analiza la duración y la intensidad de los núcleos silábicos, valorando la importancia de estos tres parámetros como soportes de la entonación. El corpus utilizado para este estudio consta de 6 frases (3 asertivas y 3 interrogativas) de once sílabas cada una y una estructura SVO. La estructura acentual de las mismas responde a palabra aguda en el SN1, llana en el SV, y las tres posibilidades acentuales en el objeto: aguda, llana y esdrújula, lo que nos permite controlar la incidencia de la estructura de la palabra en la evolución de la curva entonativa. Las grabaciones han sido realizadas digitalmente a una frecuencia de muestreo de 16 KHz. y el análisis de los datos que mostramos se ha efectuado mediante los protocolos diseñados para AMPER en el entorno de programación MatLab.
Los hablantes de distintas variedades de una misma lengua, dependiendo de la familiaridad con otras variedades de su lengua, perciben intuitivamente semejanzas y diferencias dialectales, sociolectales, estilísticas o idiosincrásicas en la velocidad (duración silábica y tempo), el volumen (intensidad), el registro de voz (rango de frecuencia) y los patrones melódicos (entonación) o rítmicos. En este estudio se analiza los factores acústicos que permiten esta identificación y se comprueba la validez de los juicios populares sobre las diferencias prosódicas entre dos variedades de una misma lengua, en este caso, el español de Madrid y la Ciudad de México, como representantes de las variedades peninsular y mexicana.Para lograr este objetivo se eligió la teoría métrica-autosegmental y el inventario Sp-ToBI, así como la teoría de patrones melódicos para la entonación, pero también se adaptó o creó las herramientas metodológicas que se consideró más adecuadas para la transcripción, procesamiento y estudio del habla espontánea. Las grabaciones que conforman los corpora de Madrid (475 enunciados) y la Ciudad de México (870 enunciados) fueron transcritos ortográficamente en TextGrids de Praat. Algunos de los fenómenos prosódicos y paralingüísticos fueron transcritos según unas normas desarrolladas a partir del sistema utilizado para el proyecto C-ORAL-ROM.En un segundo paso de selección, los enunciados fueron segmentados silábicamente y después transcritos fonéticamente. Además, se analizó los patrones entonativos y rítmicos de cada enunciado. Por medio de subprogramas de Praat se vació la información acústica correspondiente y se creó documentos de XML, que después fueron transformados en páginas web, de donde los datos fueron copiados a Excel para permitir un análisis estadístico.Mediante este método, se pudo comprobar las diferencias prosódicas percibidas intuitivamente por los hablantes en cuanto a velocidad, intensidad, registro de voz, y preferencias por determinadas estructuras entonativas y rítmicas.
Palabras clave: prosodia, español oral, estudio comparativo, fonética acústica, dialectología
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ESTUDIO SOCIOLINGÜÍSTICO DE LA /d/ INTERVOCÁLICA EN EL ESPAÑOL DE VALENCIA
1016
Los estudios realizados en las dos últimas décadas sobre la /d/ en posición intervocálica muestran el diferente dinamismo del fenómeno según comunidades de habla, ya sea predominio de la elisión, notable alternancia de las dos realizaciones o mayor retención; de ahí el interés por conocer cuál es la situación en nuestra comunidad de habla bilingüe. Así pues, tomando como base el corpus de español hablado de Valencia, hemos realizado la investigación sobre este fenómeno lingüístico aplicando los principios teóricos y metodológicos de la sociolingüística variacionista y del PRESEEA (Proyecto para el estudio sociolingüístico del español de España y América). Los objetivos formulados son tres: descubrir el grado de elisión/retención en esta comunidad de habla, identificar los factores lingüísticos, estilísticos y sociales que propician la elisión de la consonante dental sonora en posición intervocálica, y comparar los resultados obtenidos con los procedentes de otras comunidades de habla. El corpus de referencia contiene 24 entrevistas semidirigidas realizadas con informantes de nivel sociocultural alto, seleccionados mediante un muestreo por cuotas (sexo, edad, lengua habitual). Los fragmentos escogidos de cada entrevista corresponden a tres fases: cinco minutos iniciales, cinco del intermedio y cinco del final, lo que representa un total de 3012 casos estudiados. Las variables independientes comprenden factores lingüísticos (14), estilísticos (5) y sociológicos (5). Una vez codificados y tabulados los datos, se han procesado aplicando dos programas estadísticos: SPSS (versión 12) y Goldvarb 2001 para Windows. En el corpus estudiado del sociolecto alto, la variable /d/ en posición intervocálica presenta una proporción de elisión del 10.7% y un mantenimiento del 89.3%. El análisis de regresión (Goldvarb 2001, up&down) señala que la probabilidad de la elisión viene condicionada, principalmente, por la estructura acentual de la palabra (paroxítona .757), por el entorno vocálico previo ([á] .904) y posterior ([o] .662), por la categoría gramatical de la palabra (determinante .887), por la homofonía (nombre-adjetivo/participio .586) y por la variable tenor-proximidad (conocido .674), siendo todos los valores significativos (p .000).
| Oral | S2. Dialectología y Sociolingüística
Cuatro encuestas prosódicas en Castilla y León
0701
En esta ponencia se presentarán resultados de cuatro encuestas realizadas en la Comunidad Autónoma de Castilla y León en el marco del Proyecto AMPER (Atlas multimedia de la prosodia en el espacio románico) coordinado desde el Centre de Dialectologie de la Université Stendhal de Grenoble, y con participación del Laboratori de Fonètica de la Universitat de Barcelona y otros centros destacados en el estudio de la fonética y de la dialectología de los países de lengua románica.Se trata de cuatro puntos de encuesta: dos urbanos (Salamanca y Valladolid) y dos rurales (Pedrosa del Rey en la provincia de Valladolid y Morales de Toro en la de Zamora). Siguiendo la metodología propuesta para el Proyecto AMPER, se encuestó en cada punto a una informante sin estudios universitarios, de edad comprendida entre los 25 y los 45 años.Cada encuesta constó de cuatro partes: grabación de un corpus fijo de enunciados declarativos e interrogativos con tres repeticiones de cada uno, grabación de enunciados semiespontáneos obtenidos mediante cuestionario, grabación de respuestas obtenidas mediante la técnica de Map Task y grabación de conversaciones semilibres entre encuestador e informante.Posteriormente, el material grabado fue analizado acústicamente y segmentado mediante una aplicación informática diseñada específicamente, en el entorno MatLab, por el equipo de Grenoble. Los datos obtenidos de los respectivos corpus fijos de las cuatro encuestas permiten la comparación de los rasgos prosódicos de las cuatro informantes y, al tiempo, aventurar hipótesis sobre la delimitación de dos hipotéticos sistemas entonacionales del Norte peninsular, que se remontarían a épocas muy anteriores: la entonación leonesa, noroccidental, y la castellana, centroseptentrional.
12:00 a 13:00 mc03-S2
mc03-S2 Estudios sobre sordera, lenguaje y educación.
| MC-Ponencia | S2. Dialectología y Sociolingüística
En esta sesión coordinada presentamos tres trabajos que tratan el tema de la sordera desde una perspectiva lingüística e intercultural. Dentro de este marco entendemos a los sordos como hablantes nativos de una lengua minoritaria y por lo tanto como sujetos agrupados en una comunidad lingüística que en Uruguay es minoritaria, minorizada y, en muchos casos, estigmatizada. De esta forma los sordos tienen (o deberían tener) los derechos lingüísticos de toda comunidad minoritaria: la consolidación de una educación bilingüe que tenga en cuenta ambas lenguas y la realización, por parte del Estado, de una política lingüística que apunte a la preservación y defensa de su lengua.
Palabras clave: sordera, lenguaje, educación, escritura, politica lingüística
| MC-Ponencia | S2. Dialectología y Sociolingüística
Planificación y políticas lingüísticas para la comunidad sorda uruguaya.
0790
El presente trabajo aborda el concepto de planificación lingüística y su aplicabilidad a la comunidad sorda en Uruguay, tomando en cuenta la situación particular de los sordos como comunidad lingüística minoritaria debido al uso de una lengua diferente de la lengua oficial en la comunidad de origen. La lengua hablada por los sordos tuvo su reconocimiento a partir de la aprobación de la ley 17.328 del 25 de julio de 2001. A partir de ese momento se emprende un camino con implicancias a nivel de políticas lingüísticas. Esto se relaciona –entre otras cosas– con el hecho de reconocer a una lengua minoritaria, así como la promoción de modelos educativos bilingües, en donde la lengua de señas tiene un lugar fundamental, al intervenir en ese modelo educativo bilingüe. A su vez y de la mano de este proceso educativo, surge la necesidad de estandarizar a la lengua de señas.En este trabajo pretendo estudiar el alcance de la citada ley, así como el proyecto de estandarización de la lengua de señas en el marco de las políticas lingüísticas imperantes en Uruguay, y su relacionamiento con los diferentes actores involucrados.
| MC-Ponencia | S2. Dialectología y Sociolingüística
Consideraciones sobre la interpretación LSU-Español en un contexto educativo.
0792
En el Liceo No. 32 de Montevideo se lleva a cabo un modelo de educación bilingüe para sordos en el que participan la Lengua de Señas Uruguaya (LSU) y el Español. Ambas lenguas presentan diferentes niveles de estandarización y relaciones con la cultura escrita y la comunidad académica y científica. En este trabajo realizaremos algunas consideraciones lingüísticas acerca de la construcción del rol de intérprete LSU-Español en dicho contexto educativo, así como reflexionaremos sobre algunos aspectos de los procesos de interpretación que allí se realizan.
| MC-Ponencia | S2. Dialectología y Sociolingüística
Acerca del concepto de escritura y de sujeto letrado en el caso de los sordos.
0794
Históricamente los sordos han mantenido una relación de ajenidad con respecto a la escritura y a la cultura escrita. Esto se debe, mayoritariamente, al hecho de que la escritura, como tradicionalmente se la ha concebido, es un sistema que opera sobre la lengua oral, lengua que les resulta ajena, dado que son hablantes de una lengua cuyo significante discurre por otro canal (viso-espacial). En torno a estos planteos acerca de la situación de los sordos y a la luz de las nuevas tecnologías de registro que existen en la actualidad, las que están siendo incorporadas por la comunidad sorda, intentaré problematizar el concepto de sistema de escritura y, a partir de esto, las nociones de cultura escrita y de sujeto letrado implicadas.
13:00 a 15:00 CURSOS
Curso Nº 1: Tutearse vs. vosearse en Uruguay: gramática y pragmática
Curso Nº 1: Tutearse vs. vosearse en Uruguay: gramática y pragmática
| Curso (r)
Curso Nº 1: Tutearse vs. vosearse en Uruguay: gramática y pragmática
CUR.01
Curso Nº 1: Tutearse vs. vosearse en Uruguay: gramática y pragmática
Vea aquí materiales de clase para este cursillo (versión pdf) *nuevo
Virginia Bertolotti
Universidad de la República (Uruguay)
Este cursillo, dirigido a estudiantes de grado, tiene como objetivo presentar una descripción diacrónica y sincrónica de las formas pronominales de tratamiento de segunda persona del singular con especial énfasis en sus usos en el ámbito del Río de la Plata y sobre todo en Uruguay.
Se pondrá en relación la gramática de las formas pronominales de segunda persona con algunos aspectos de su pragmática, para lo cual se partirá de fuentes epistolares de archivo, así como también de literatura y de prensa.
BIBLIOGRAFÍA
Bénveniste, Émile. 1973. “La naturaleza de los pronombres” [1956] y “De la subjetividad en el lenguaje” [1958] en Problemas de lingüística general. Siglo veintiuno editores: México. (3ª edición).
Carricaburo, Norma. 1997. Las fórmulas de tratamiento en el español actual. Arco/Libros: Madrid
Carrasco, Félix. 2004. “El paradigma del voseo la correlación familiaridad/cortesía: perspectiva diacrónica” en Lexis XXVIII. 1-2, 261-272.
Fontanella de Weinberg, Beatriz (1970). “La evolución de los pronombres de tratamiento en el español bonaerense”. Thesaurus (1), 12-22.
----------------1999. “Sistemas pronominales de tratamiento usados en el mundo hispánico” en Bosque, Ignacio; Violeta Demonte (dirs.). Gramática Descriptiva de la lengua española. Entre la oración y el discurso. Morfología. Colección Nebrija y Bello. Real Academia Española. Espasa: Madrid.
Head, Brian. 1978. “Respect Degrees in Pronominal Reference” en J. Grennberg; Ch. Ferguson & E. Mordvcsik (ed.) Universal of Human Language. III Word Structure. Stanford University Press: Stanford: 151-211.
Lapesa, Rafael (1970). “Personas gramaticales y tratamientos en español”. Revista de la Universidad de Madrid 74 (= Homenaje a Menéndez Pidal), 167-193. [Incluido en Estudios de morfoxintaxis histórica del español. Vol. II, (2000) Gredos: Madrid, 311-345.]
Rigatuso, Elizabeth. 1992. Lengua, historia y sociedad. Evolución de las fórmulas de tratamiento en el español bonaerense (1830-1930). Universidad Nacional del Sur: Bahía Blanca.
16:00 a 16:30 Posters
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| Poster | S2. Dialectología y Sociolingüística
ATLAS MULTIMEDIA DE PROSODIA DEL ESPACIO ROMÁNICO EN ESPAÑA E HISPANOAMÉRICA
0194
Congosto Martín, Y 1(*); Martínez Celdrán, E 2; Fernández Planas, A 2
El proyecto AMPER (Atlas Multimedia de Prosodia del Espacio Románico) pretende construir un gran atlas multimedia a partir de muestras orales de diversas modalidades de habla de las variantes actuales de las lenguas románicas. En el mundo hispánico, este proyecto ya lleva varios años de trabajo y el esfuerzo de múltiples grupos investigadores ha dado abundantes frutos en congresos y publicaciones.Este póster pretende dar a conocer este macroproyecto internacional nacido en el seno del Centre de Dialectologie de la Université Stendhal Grenoble 3, bajo el impulso del Dr. M. Contini, fundamentalmente en su aplicación al mundo hispánico. Inicialmente lanzado en la Península, el proyecto hoy en día aglutina también grupos de trabajo en cinco países de Iberoamérica, con lo cual actualmente cuenta con 14 grupos investigadores de 22 universidades. El desarrollo de este proyecto entronca con una tradición importantísima, la de los atlas lingüísticos, y a la vez es novedoso por cuanto los atlas derivados se presentarán en formato multimedia lo que posibilitará una mayor difusión, no sólo entre los estudiosos, y una mejor comprensión de los hechos prosódicos, puesto que las hablas analizadas se podrán ver gráficamente y oír. También permitirán acceder muy fácilmente a trabajos de investigación derivados de la confección y análisis de los atlas. De esta forma, además, se avanza en el acercamiento de subdisciplinas lingüísticas (la dialectología, la sociolingüística, la fonética y la fonología) no siempre suficientemente cercanas en la práctica.
Considerando que a característica semântica mais conhecida do sufixo -ista é a formação de nomes de agentes, o objetivo deste estudo é apresentar alguns aspectos da formação lexical no campo semântico de nomes gentílicos com o sufixo no português e no galego, com a finalidade de analisar de forma comparativa o estado atual de produtividade no galego, no português europeu, brasileiro e africano.Para tanto, foi feito uma coletânea dos conceitos de gentílico e das classificações semânticas encontradas nas gramáticas das línguas portuguesa e galega sobre o sufixo –ista. Posteriormente, foi feito um levantamento das palavras gentílicas formadas com o sufixo por meio de buscas em dicionários e corpora, das duas línguas. Ademais, como sufixo -ista é de origem grega, sua influência é notada em várias línguas, nas quais foi feita uma pesquisa para tecer comparações com o galego e português na formação de gentílicos com o sufixo. Também, foi feito um levantamento de ditas palavras em textos da “internet”, para comparar e constrastar os seus usos, produções e relevância lexical no galego e nas variedades da língua portuguesa encontradas em Angola, Brasil, Portugal e Moçambique.Ademais, pôde-se inferir que a formação de nomes gentílicos com o sufixo -ista é uma característica tipicamente do português, ainda que tenha aparecido uma única ocorrência no castelhano e uma única no francês belga, porém nenhuma no galego. Pôde-se inferir também que atualmente tal característica não é produtiva no português europeu como outrora já o foi, no entanto tem se mostrado produtiva no português brasileiro e no africano, mas não no galego. Orientador: Prof. Dr. Mário Eduardo Viaro.
| Poster | S2. Dialectología y Sociolingüística
CATÁLOGO DE SONIDOS: UN ARCHIVO DIGITAL DE MUESTRAS DIALECTALES
0622
Esta presentación en poster es una demostración del archivo lingüístico en Internet titulado Catálogo digital de sonidos que se inaugura en 2008. De acceso fácil y gratuito, el Catálogo pondrá al alcance de investigadores, profesores y estudiantes una colección de muestras dialectales de todos los países hispanoamericanos, así como de España y los Estados Unidos. Consiste en un archivo de más de cien videoclips transcritos, anotados y clasificados por país, por rasgo lingüístico y por tema cultural. En su mayoría, las muestras son del habla cotidiana y natural de hispanohablantes de una gama de edades, etnias, profesiones y clases sociales, pero figuran además algunas lenguas indígenas. El diseño del sitio web, patrocinado por la Universidad Estatal de Ohio (OSU, por sus siglas en inglés), permitirá su expansión y actualización, y se solicitará a los usuarios que ofrezcan sugerencias al respecto. Gracias a su cobertura geográfica, diversidad etnolingüística, rigor investigativo, utilidad pedagógica y accesibildad práctica, será un recurso único y de gran interés para los socios de la ALFAL.
| Poster | S2. Dialectología y Sociolingüística
Variação de preposições na Imprensa Negra paulista: uma análise de fatores semânticos.
0721
Bueno, Letícia Cordeiro de Oliveira 1(*); Berlinck, R. de A. 2
1 - Universidade Estadual Paulista (UNESP) | (*) Brasil
O presente estudo focaliza a a variação de preposições em contexto de complementação verbal em textos publicitários e em notas sociais, publicados nos jornais da Imprensa Negra paulista durante as três primeiras décadas do século XX, tomando como referência os estudos em Sociolingüística e Lingüística Histórica. A expressão “Imprensa Negra” refere-se ao conjunto de uma produção que tem início no período pós-abolição, produzida “por negros e para negros” (Domingues, 2006), compreendendo os seguintes jornais: O Baluarte (1903), O Menelick (1915), A Rua e O Xauter (1916), O Alfinete (1918), O Bandeirante e A Liberdade (1919), A Sentinela (1920), O Kosmos (1922), Getulino (1923), O Clarim d’Alvorada, O Clarim e Elite (1924), O Patrocínio e Auriverde (1928). A pesquisa tomou como corpus os anúncios e as notas, pois se acredita que ambos os gêneros sejam bastante permeáveis à utilização de formas próprias da oralidade. O estudo tem como objetivos: (i) determinar as preposições que introduzem o complemento dos predicadores de direção, movimento com transferência e transferência e como se distribuem em termos de freqüência; (ii) identificar que fatores da natureza lingüística e extralingüística explicam essa distribuição e (iii) determinar em que medida essa distribuição revela padrões diferentes de uso em relação à norma vigente. . Nesse trabalho, apresentamos resultados referentes ao tipo semântico do verbo e à natureza semântica do complemento, seguindo os pressupostos teórico-metodológicos da Sociolingüística laboviana (Labov 1972, 1982, 1994). A interpretação dos resultados da análise de dados se pauta nas hipóteses relativas ao processo de variação no emprego das preposições e substituição de preposições fracas, como a preposição a, por preposições fortes (para, em, até), e no confronto com a norma gramatical vigente na época. A investigação integra as pesquisas desenvolvidas no Projeto Temático História do Português Paulista (Projeto Caipira).
| Poster | S2. Dialectología y Sociolingüística
A SINTAXE DOS PRONOMES CLÍTICOS EM UM CORPUS DE DIALETOS RURAIS DE PORTUGAL
1014
No painel serão apresentados os resultados da análise da sintaxe dos clíticos em duas comunidades de dialetos europeus rurais do Corpus Dialetal para o Estudo da Sintaxe (CORDIAL SIN), uma do extremo Norte (Castro Laboreiro) e uma do extremo Sul (Alvor). Com base nos dados de ocorrências de pronomes clíticos em sentenças com um único verbo, procurou-se: a) analisar as ocorrências encontradas nas duas comunidades, verificando se os usos realizados pelos falantes condiziam ou não com as regras determinadas pela Gramática Normativa e; b) contrapor as ocorrências atestadas nas duas comunidades, com a intenção de apontar traços diferenciadores e caracterizadores de cada uma delas. Utilizamos o padrão de descrição realizado por Cunha e Cintra (2007) e Mateus et alii (2003) para verificação dos usos feitos pelos falantes, pôde-se observar que a comunidade nortista apresenta traços mais próximos das regras definidas por estas gramáticas, enquanto que a meridional apresenta traços mais distanciados, por assim dizer, inovadores. Procurou-se, ainda, descrever detalhadamente todas as ocorrências levantadas, registrando todos os contextos de próclise, ênclise e interpolação feitos pelos falantes de ambas as comunidades. A análise permitiu perceber que, ainda que pertencentes a um mesmo país, os falantes das duas comunidades escolhidas para esta análise apresentam padrões de colocação pronominal díspares.
| Poster | S1. Análisis de estructuras lingüísticas
Embora a Gramática Categorial (GC) seja uma ferramenta utilizada canonicamente para análises sintáticas, propomos aqui sua utilização como um modelo para a análise morfológica. Entendemos que é de grande ganho para o lingüista poder tratar tanto a sintaxe quanto a morfologia um mesmo modo, especialmente porque nossa ferramenta – a GC - é extremamente econômicap. Na GC, as relações que permitem ou bloqueiam a formação de sentenças é restrita a seis pares de regras que ditam como as categorias de palavras podem ser estruturadasp. Pretendemos também com esse modelo sanar problemas morfológicos que persistem na Gramática Gerativa (GG) como a dificuldade de atribuir categorias a morfemas, de encontrar uma estrutura profunda que daria conta da formação de palavras ou, até mesmo, de hierarquizar processos morfológicos. Na GC, parte-se do menor elemento para constituir o complexo, o que possibilita uma análise composicional da sentença (e no nosso caso, das palavras) que nem sempre é visível na GG e, portanto, não se cai na necessidade de postular a priori categorias ou traços categoriais para as palavras (ou para os morfemas). A GC, comumente, entende as expressões como entidades de duas faces: a sintática e semântica, utilizando notações formais para representar esta última. Entenderemos, então, a sintaxe como a estruturação “física” dos morfemas de uma palavra e a semântica sua contra-parte formal. Desta forma, poderemos visualizar com precisão a contribuição que cada um dos elementos (morfemas) traz a palavra, i.e., que parte do significado e do funcionamento sintático de uma palavra é determinado por um morfema específico.
16:30 a 16:40 Proyecto 3
História do português brasileiro - desde a Europa até a América
Coordinador: Afranio Gonçalves Barbosa
Coordinadora: Célia Regina dos Santos Lopes (Brasil)
Apresentação geral da dinâmica
16:40 a 17:20 Proyecto 3 | 03-História do português brasileiro - desde a Europa até a América
Sessão 1: Corpus diacrônico do português e do espanhol americanos
Coordinador: Afranio Gonçalves Barbosa
Coordinador: Célia Regina dos Santos Lopes (Brasil)
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O corpus do Projeto de História do Português de São Paulo: estágio atual
PRO0301
Desde 1997, o Projeto Para a História do Português de São Paulo (PHPB-SP) vem selecionando e editando materiais impressos e manuscritos com rigoroso critério. Esse trabalho é realizado por filólogos e lingüistas preocupados não apenas em selecionar e editar documentos menos formulaicos, mas também em analisar o seu contexto de produção. Isso envolve um estudo mais amplo de história social do local de produção desse texto, além da busca pela história de quem o escreveu.
No âmbito da equipe paulista do PHPB, têm-se feito levantamentos dos tipos de documentos existentes em arquivos públicos, juntamente com seleção e edição desses materiais. A escolha e a edição obedecem ainda a alguns critérios de cunho lingüístico e histórico, tais como o grau de relaxamento da escrita, a hierarquia entre quem escreve e quem lê (no caso de cartas), genealogia do missivista, entre outros.
Parte desse material foi anotado gramaticalmente com o parser Palavras (BICK 2000); um sistema baseado na Gramática de Restrições (Constraint Grammar), que vem sendo desenvolvida por Fred Karlsson desde o início dos anos 1990.
Nessa trabalho descreveremos o desenho estrutural, a edição filológica e os primeiros resultados obtidos na etiquetagem desses textos.
Referências bibliográficas:
BICK, Eckhard. The parsing system Palavras, automatic grammatical analysis of Portuguese in a constraint grammar framework, Aarhus University Press, 2000.
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PRONTUÁRIOS MÉDICOS E CORPUS DO PORTUGUÊS DE SÃO PAULO: VESTÍGIOS DA HISTÓRIA SOCIAL FEMININA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX
PRO0302
Nesta comunicação, faço um relato das possibilidades de trabalhos que se abrem ao se explorar uma amostra do português culto voltado a alguma especialidade profissional e a documentação anexada como material riquíssimo para estudos em áreas diversas, desde as áreas da História e suas fronteiras com a história social, tais como a história social da linguagem, as áreas médicas, as áreas voltadas ao direito cível, em ramos como o direito de família e peritagem judicial, à área lingüística, em especialidades voltadas à mudança gramatical e à filologia, com a edição e estudo de documentos variados manuscritos e datilografados. Apresento, então, um histórico e contextualização da Amostra Pinel, oriunda dos arquivos de hospital psiquiátrico de São Paulo, e apresento uma leitura a partir do recorte estabelecido com base no critério do sexo do indivíduo internado. O quadro sinóptico elaborado inclui informações sociolingüísticas sobre informantes que compõem a amostra até o momento reunida e sobre o tipo de problema identificado como motivo suficiente para a internação dessas mulheres em hospital psiquiátrico. Com base nesses elementos, enveredo pela exploração de estudos de caso, com vistas à identificação de veios importantes para o reconhecimento da história social que serviu como pano de fundo para as ações empreendidas pelos coadjuvantes da internação, incluindo-se aí familiares, amigos e médicos. Posteriormente, apresento informações contextualizadoras da história da ortografia do português da época e levanto questões intrigantes sobre o português culto expresso nos laudos médicos de então.
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A elaboração de um formulário para armazenamento de dados lingüísticos
PRO0305
Marine, T.C. 1(*); Barbosa, J.B. 1
1 - UNESP/Campus de Araraquara (Bolsista de Doutorado CNPq e CAPES/PDEE) | (*) Brasil
Acreditamos que a utilização de corpus favorece as pesquisas lingüísticas e, por isso, diversas estratégias de armazenamento devem ser amparadas pelas novas tecnologias, a fim de facilitar a pesquisa dos fenômenos lingüísticos. Cremos também que, além de utilizarmos recursos tecnológicos para construirmos um dado corpus, devemos conhecer o tipo de texto ou gênero textual com que estamos trabalhando, já que cada gênero textual apresenta peculiaridades que implicam não apenas em aspectos estruturais caracterizadores, mas também em tipos de tema mais recorrentes, grau de formalidade, intenção, entre outros.
O conhecimento dessas características conduz o pesquisador a um caminho mais adequado no tratamento do texto utilizado como corpus, seja este oral ou escrito, o que, por sua vez, garantirá uma análise mais fiel do objeto de estudo do lingüista.
Assim, a fim de discutirmos tais questões, propomos a montagem de um formulário que visa armazenar, de maneira bastante refinada, informações referentes a jornais. Optamos pelo trabalho com esse tipo de texto, já que estamos vinculadas ao projeto "Para a História do Português Paulista", por meio do sub-projeto "Mudança Gramatical no Português de São Paulo: expressão pronominal e preposicional dos argumentos", cujo corpus - ainda em construção - compreenderá jornais do estado de São Paulo, dos séculos XIX e XX. Cabe ressaltar que acreditamos que este seja um gênero bastante rico e "complexo" sob vários aspectos, especialmente pelo fato de abarcar diversos "subgêneros", como artigos de opinião, reportagens, folhetins, cartas dos leitores, notícias diversas, entre outros. Nosso formulário, que já vem sendo usado pelos pesquisadores de tal sub-projeto e para o qual pretendemos desenvolver um programa computacional, baseou-se no formulário proposto pela Profa. Dra. Rita Marquilhas, do Centro Lingüístico da Universidade de Lisboa e visa auxiliar na constituição de um corpus de dados lingüísticos para pesquisas de variação/mudança, tanto sob uma perspectiva sincrônica como diacrônica.
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fatores externos de controle em Sociolingüística Histórica: o que significam os pesos relativos para lugar e nívelcultural?
PRO0304
Nos trabalhos sociolingüísticos baseados em corpora orais, os grupos de fatores externos tais como região/cidade, faixa etária e nível sócio-cultural dos informantes há muito traduzem categorias por cujo controle estatístico supostamente se chega a identificar categorias sociais que condicionam o maior ou o menor favorecimento de uma dada variante lingüística. Se mesmo para esses grupos de fatores é preciso, hoje, discutir o quanto ainda poderiam refletir a nova configuração social brasileira, sua aplicação em estudos sobre sincronias passadas em corpora escritos requer uma discussão sobre os conceitos, critérios e metodologia que fundamentam sua aplicabilidade. Se no Brasil dos anos 70 do século XX, podia-se supor que ser formado em nível superior garantia o rótulo de falante culto em corpora como os do Projeto NURC, neste início de milênio a diferente realidade dos múltiplos cursos de graduação no Brasil não garante o mesmo raciocínio. Se hoje opomos Rio de Janeiro a Minas Gerais como categoria externa em nossas codificações de dados porque o espaço geográfico de fato separa grupos humanos em diferentes comunidades de falantes, o que isso valeria em controles do tipo cartas do Rio de Janeiro e cartas de Minas gerais do século XVIII? Em última instância, o que exatamente significa controlar LUGAR, TEMPO e NÍVEL SÒCIO-CULTURAL no passado? Este trabalho busca discutir essas questões, com especial destaque ao controle do nível sócio-cultural dos nossos informantes seculares, visando propor certos parâmetros metodológicos de abordagem do controle social em estudos sociolingüístico-históricos.
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ESTUDO DA ESCOLARIZAÇÃO DE ALDEADOS NO BRASIL DO SÉCULO XVII: UM CAMINHO PARA A COMPILAÇÃO DE POSSÍVEIS FONTES ESCRITAS EM PORTUGUÊS POR "TAPUIAS"
PRO0303
Carneiro, Zenaide de Oliveira Novais 1(*); Fernandes de Almeida, Norma Lúcia
1 - Universidade Estadual de Feira de Santana/Equipe Prohpor/Feira | (*) Brasil
Este trabalho insere-se na pesquisa em lingüística histórica desenvolvida pelo Projeto Para a História do Português Brasileiro (PHPB), criado em 1997, que inclui diversas equipes regionais. Entre as suas atividades, encontra-se a constituição de corpora diacrônicos para o estudo da formação do português brasileiro. Neste trabalho, pretendemos enfocar um aspecto pouco estudado, o ensino da língua portuguesa nas missões jesuíticas entre os Tapuias (sobretudo Cariris) nos Sertões do Rio São Francisco e das Jacobinas, durante o século XVII. Inicialmente, a fontes estudadas serão os documentos produzidos por missionários, fontes impressas e conhecidas e, depois, fontes ainda pouco conhecidas de arquivos históricos de congregações religiosas, do Archivio Dell´Istituto Storico Dell Frati Minori Cappuccini/Roma, do Arquivum Historicum Societatis IESU (ARSI/Roma) e outros. O objetivo é fornecer novos dados para uma ampliação dos estudos sobre a formação sócio-histórica do português brasileiro, especificamente, sobre o papel dos grupos indígenas.
17:20 a 18:10 Proyecto 3
Discussão geral
18:10 a 18:25 Proyecto 3
Intervalo
18:30 a 19:20 Proyecto 3
Sessão 2: Gêneros discursivos e mudança lingüística: a “história da língua” na “história dos textos”
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TEXTOS HISPANOAMERICANOS DE LA ÉPOCA COLONIAL
PRO0306
En los últimos diez años y en varios proyectos hemos trabajado en la edición de numerosos textos americanos de la época colonial. Se trata de textos escritos en diferentes regiones que pertenecen a diversas tradiciones discursivas y que poseen diferentes grados de elaboración concepcional; entre ellos se encuentran también textos escritos por semicultos. En esta comunicación quisiera presentarles el fruto de este trabajo conjunto y coordinado en el cual hemos intentado ofrecer ediciones fiables e interesantes para la investigación lingüística. Comentaremos, por una parte, los criterios de edición que hemos considerado conveniente aplicar, por otra parte, todos aquellos elementos necesarios para una presentación y comentario de los textos, imprescindibles para una auténtica comprensión de estos textos. Con ello queremos contribuir al conocimiento de la lengua española y de su evolución en América.
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La construcción ideológico-discursiva del español americano en escritos de dos románticos argentinos
PRO0307
El presente trabajo tiene como objetivo analizar la construcción ideológico-discursiva del español americano en textos de dos representantes centrales de la llamada generación del ´37: J. B. Alberdi y J. M. Gutiérrez.
En un momento histórico clave para la conformación del estado argentino, en el que la relación con España resulta un punto de controversia esencial en los debates intelectuales, las polémicas en torno al rumbo que debía tomar nuestra lengua constituyen un eje insoslayable en la búsqueda de una identidad nacional. La radicalización de las posturas sostenidas por estos jóvenes románticos abre una brecha que los separa de los hombres de Mayo. La ruptura política con la antigua metrópoli debía ser secundada ahora por una emancipación cultural y lingüística: España era una suerte de anti-modelo y todos los resabios de lo hispánico, un obstáculo a vencer en el camino del progreso nacional.
Las coincidencias entre Alberdi y Gutiérrez señaladas en el párrafo anterior se ven resquebrajadas en función de las reacciones opuestas de uno y otro frente a la designación de la Academia Española como miembros correspondientes. La aceptación del nombramiento por parte del primero constituye un vuelco en su visión anterior del legado hispánico que se ve reflejado en su texto "Evoluciones de la lengua castellana" (1875), contrastante con la persistencia de la actitud de la juventud de Gutiérrez que se puede leer en su carta de rechazo a la designación como académico.
A partir de un corpus de análisis conformado por una selección de textos pertenecientes a géneros diversos (cartas, ensayos, etc.) escritos por los autores mencionados entre 1830 y 1876, examinaremos el modo en que los rasgos que, según Alberdi y Gutiérrez, son constitutivos de la lengua nacional, se plasman en sus escritos.
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Variação e Género textual: preposições em textos jornalísticos paulistas
PRO0308
Berlinck, R. de A. 1(*); Bueno, Letícia Cordeiro de Oliveira 2
1 - UNESP - Universidade Estadual Paulista | (*) Brasil
O estudo investiga as complexas relações entre gênero textual e variação lingüística e suas conseqüências para a compreensão dos processos de mudança lingüística, em especial quanto à constituição do português brasileiro. Para tal elegemos um fenômeno gramatical variável que estudos anteriores sugerem se encontrar em estágio avançado de implementação de mudança no fim do século XX: o emprego de preposições como introdutoras de argumentos de predicadores verbais. Tais contextos incluem construções com predicadores de direção, movimento com transferência, transferência material e transferência verbal/perceptual (Berlinck 1996,2001; Gomes 2003; Torres-Morais,Berlinck 2006), em alternâncias como: (i) Eu vou ao banco/ para o banco/no banco; (ii) Não traga seu cachorro para a praia/à praia/na praia; (iii) Joana mandou livros e roupas para seus pais/a seus pais. (iv) Maria contou uma piada ótima para o João/ao João .
Dado o quadro atual, espera-se encontrar marcas da penetração dessa variação em textos escritos, que serão menos ou mais fortes dependendo de como o texto se insere em um continuum de formalidade. Partimos da hipótese de que os vários gêneros que compõem o hipergênero 'jornal' (editorial, cartas, anúncios, notas sociais, entre outros) podem ser dispostos segundo um tal continuum, constituindo, desse modo, um instrumento adequado e pertinente para a avaliação da implementação de fenômenos de variação e mudança lingüísticas. A análise focaliza a produção jornalística paulista nas três primeiras décadas do século XX. São analisados dados provindos dos jornais da Imprensa Negra e da imprensa 'majoritária'. A base teórico-metodológica da pesquisa vem dos princípios e da metodologia da Teoria da Variação e Mudança Lingüísticas (Weinreich,Labov,Herzog 1968, Labov 1972,1982,1994) e de discussões sobre gêneros textuais e tipificação (Bakhtin 1992; Faraco 2003; Fiorin 2006; Bazerman 2005; Marcuschi 2005; Bonini 2003). O presente estudo integra as pesquisas do Projeto Temático História do Português Paulista (Projeto Caipira).
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Normas lingüísticas, história social, contatos lingüísticos e tradições discursivas: transformando encruzilhadas em novos caminhos para a constituição de corpora diacrônicos
PRO0309
O Projeto Para a História do Português Paulista (PHPP) é composto de cinco frentes de trabalho: história social; diacronia do discurso; mudança gramatical; léxico e comparação entre o galego e o português paulista. Cada subprojeto tem objetivos específicos, privilegia um determinado período, seleciona um fenômeno lingüístico em particular e insere-se em um ou mais níveis de análise lingüística. Entretanto, quatro questões em comum perpassam todas essas frentes de trabalho, como uma espécie de eixo condutor de todo o Projeto: a) história social; b) contatos lingüísticos; c) normas lingüísticas e d) tradições discursivas e constituição de corpora diacrônicos do português brasileiro.
Neste ensaio, procuramos evidenciar a necessidade de que se levem em conta os fatores tanto internos como externos na constituição dos corpora diacrônicos do português brasileiro. Entre as questões abordadas estão: (i) a questão da diversidade lingüística nos vários períodos do PB; (ii) o papel da educação no processo de lusitanização e relusitanização do Brasil; (iii) o papel da imprensa enquanto possível modelo de norma culta a partir do séc. XIX; (iv) a questão da mobilidade social como fator de divulgação de normas; (v) a questão da mudança de uma norma em relação a outra norma e (vi) a questão do conservadorismo ou renovação de tradições e sua relação com os processos de mudança interna do PB (fenômenos sintáticos específicos associados a gêneros textuais específicos).
O trabalho retoma trabalhos anteriores, nos quais foram estudadas a gramaticalizaçãodas preposições A e PARA e das orações de gerúndio em PB.
Neste trabalho, reforça-se a idéia de que a escolha de um corpus organizado segundo os pressupostos das TD pode oferecer subsídios valiosos não só para aqueles que lidam com análises quantitativas de fenômenos lingüísticos em seu processo de mudança, mas também para aqueles que se dedicam à interpretação qualitativa dos produtos.
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Tradições discursivas e gramaticalização: reflexões acerca das estratégias de referência ao interlocutor
PRO0310
Acredita-se que um estudo diacrônico acerca das estratégias de referência ao interlocutor deva se basear inicialmente de três questionamentos fundamentais: como proceder para a seleção criteriosa de uma amostra para o estudo desse fenômeno? qual a melhor metodologia a ser empregada? quais são os limites de adequação dos modelos teóricos ao fenômeno sob investigação?
Neste trabalho, defende-se a aplicabilidade do modelo teórico das Tradições Discursivas - TDs- (Koch, 1997; Kabatek, 2006) para a solução dessas questões. Sendo assim, busca-se:
(a) definir Tradições Discursivas e discutir critérios para a seleção de materiais visando a formulação de um corpus, uma vez que uma das preocupações fundamentais em um análise histórica da língua consiste na escolha do tipo de documento do qual serão extraídos os dados lingüísticos a serem analisados;
(b) examinar a possibilidade do uso das estratégias de referência ao interlocutor, por si mesmas, constituírem TDs, visto que o emprego dessas formas pressupõe repetição de uma fórmula lingüística a partir da evocação de uma determinada situação comunicativa;
(c) apresentar uma proposta de conjugação das TDs à teoria da gramaticalização (Lehmann, 1985; Hopper, 1991; Bybee, 2003 e Heine, 2003), pois esta última tem como condição fundamental, segundo Heine (2003), a expansão dos contextos pragmáticos em que a forma inovadora será utilizada, logo essa forma deve compor um número maior de TDs ou, ainda, constituir uma nova TD.
Para tanto, a tais discussões serão aliados os resultados obtidos em uma amostra constituída por peças teatrais escritas e/ou ambientadas no Rio de Janeiro do século XX, a fim de que se possa delinear com mais clareza os limites do modelo teórico-metodológico proposto.